20-11-2015, 09:50 PM
(20-11-2015, 03:09 PM)Chanceler Escreveu: Grato, confrade!
Aprendi que fazer networking com professor é igual jogar xadrez, é estudo e estratégia. Primeiro você identifica quem são os professores, o que fazem, que áreas atuam e algumas posições pessoais. Na sequência observa como eles agem em grupo, o que costumam conversar e o que lhes interessa.
A maioria peca porque acha que tem que fazer amizade e ficar pagando pau, e a coisa não é por aí. Todo mundo é zoeiro, e gosta de uma risadinha, mas na hora que envolve trampo, o pessoal corre atrás de quem manja e de quem tem competência.
A melhor abordagem é se diferenciar destes tipos. Não precisa pagar pau, dá para fazer amizade conversando numa boa, sem "grudar" no cara, ou ficar afrontando tentando demonstrar que manja da matéria.
Acredite, um trabalho muito bem feito, uma conversa técnica e inteligente, uma prova excelente e uma apresentação impecável contam muito mais, e marcam a cabeça do cara, do que sair com os pulhas e tomar umas beras.
Com calma e confiança, você começa abordá-lo quanto a estágios de gradução e pós. As vezes cola, pode ser que ele esteja precisando (Uma dica é conhecer alguém que tenha contato com este professor, como um colega que seja mais próximo dele, ou que já trabalhe com o mestre e te solte informações de lá de dentro). Se o cara estiver precisando, costuma dar certo, se a vaga já estiver preenchida, e você já tiver conquistado a confiança dele, normalmente te indicam para outros locais e conhecidos, e aqui tu ganha acesso a rede de profissionais dele, depois é só correr pro abraço e ampliar a sua rede exponencialmente.
Outro ponto importante é que mesmo que a abordagem não dê certo, use o professor como um contato profissional, uma referência. Por exemplo, a maioria dos graduandos quando vai montar currículo come bola. Colocam as experiências profissionais/pessoais e os cursos, mas esquecem de fazer as referêcias.
Quer dizer, você trabalhou em um local, saiu, e não tem ninguém de lá que tenha sobrado para atestar a sua qualidade?
Não conhece ninguém que acredite e confie em você a ponto de recomendá-lo?
Entende? Recomendação é essencial. Devemos ter alguém que possa falar bem da gente, botar a mão no fogo e recomendar nosso serviço. E claro, TAMBÉM DEVEMOS FAZER ISSO PELOS OUTROS.
Entendi a sua crítica, mas acho que você está observando isso como uma espécie de "panelinha" e politicagem. Na verdade é muito mais do que isso, pois o segredo é ser conhecido, receptivo e, principalmente, lembrado. No futuro pode ajudar, já que o seu contato poderá indicar clientes, conseguir facilitar o acesso a algum emprego ou até mesmo te empregá-lo.
Seja Pública ou Particular, os professores por mais merda que possam ser estão interessados em buscar alguns alunos bons para tocar alguns projetos, afinal todos ganham! Rola exploração? Sim, e em muitos casos, mas isso pode ser o diferencial entre sair de uma faculdade empregado ou desempregado, ou ainda descolar um estágio em pós (esse é baba).
Isso vale para qualquer área, sem sombra de dúvidas, mas para o Direito é instrumental.
Entendi. Desde os tempos de escola eu sempre tive um pouco de receio de perguntar ao professor, de fazer um questionamento que pareça burro, e até de criar amizade mesmo. Talvez seja um pouco de falta de tato com "autoridades". Atualmente venho tendo mais contato com Defensoras {isso, aonde estagio só passaram mulheres nesse cargo}, e com isso fica até mais natural o relacionamento com pessoas com certo poder. Vejo alguns puxa-saquismos, e confesso que fico bem incomodado rs. Mas novamente vejo isso como um problema meu, sou relativamente novo e meu contato com o mundo selvagem
ainda esta se iniciando. Minha carreira no Direito começa sem um mentoring, nenhum parente juiz, dono de escritório, presidente da ordem, etc... Por isso ainda tenho receio de responder algumas perguntas feitas no tópico, sou apenas um acadêmico quase na metade do curso, com conhecimento ainda bem limitado. Claro que com o tempo as coisas vão se encaixando, mantenho minha mente aberta e tento desenvolver meus pontos fracos, além de destacar os fortes.

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