02-11-2015, 01:12 PM
O Pai-de-Todos tinha uma perturbação em meio aos Deuses, que não podia permitir que continuasse.
Chegou ao conhecimento de Oxalufan, Deus Criador da Humanidade, e o mais velho do Panteão, que Bara, o Mensageiro, estava alegando que era o Mais Antigo. E diante do Pai-de-Todos, foi chamado a se explicar.
Bara manteve jocosamente a sua declaração, mesmo com o Pai-de-Todos lembrando aos presentes, que isso era um absurdo, posto que ele já existia, quando Bara foi criado.
A persistência de Bara, foi tanta, que os outros presentes, sugeriram uma solução simples para a questão. O Mais Antigo, sem sombra de dúvida, teria mais poderes que o mais jovem. Que se enfrentassem, então, e o mais poderoso, seria aclamado como mais velho. Ambos concordaram.
Os dois procuraram Ifá, e o Oráculo os instruiu a fazer oferendas. O Pai-de-Todos seguiu a tradição, mas Bara desdenhou do Destino, e não seguiu o aconselhado.
O dia chegara, e Oxalufan e Bara, estavam um diante do outro. O Pai-de-Todos começou a demonstrar seu poder.
Mesmo com seu corpo idoso e curvado, Oxalufan deu uma palmada em Bara e BUM, o Mensageiro caiu sentado e ferido, como se golpeado com grande força. Bara porém, se levantou como se nada tivesse acontecido.
O Pai-de-Todos, então, bateu na cabeça do Mensageiro, e ele encolheu até se tornar um Anão. Bara porém, se sacudiu, e voltou ao seu tamanho normal.
Oxalufan, então, segurou a cabeça de Bara, e a sacudiu. A cabeça do Mensageiro aumentou, aumentou, até se tornar maior que o próprio corpo! O Mensageiro porém, esfregou a cabeça com as mãos, e ela voltou ao normal.
Os outros Deuses então, disseram que era a vez de Bara.
O Mensageiro bateu na própria cabeça, e dela, surgiu uma pequena cabaça. Ao abri-la e virá-la na direção do Pai-de-Todos, uma nuvem de fumaça se dirigiu a ele, e Oxalufan perdeu totalmente sua cor.
O Pai-de-Todos esfregou seu corpo com as mãos, mas sua cor não retornava. Mas ele ainda não estava vencido.
O Ancião tirou seu turbante, o desfazendo, extraindo dele seu axé (poder), e tocou sua boca no pano.
Ele então, falou a Bara, para se aproximar, e entregar sua cabaça mágica. O Mensageiro, imediatamente e sem questionar, entregou sua cabaça para Oxalufan, e ao colocá-la em sua própria bolsa, retomou sua cor.
Sem ter mais nenhum poder para demonstrar, Bara foi derrotado.
Lentamente, o Pai-de-Todos retornou ao seu assento, enquanto era aclamado e louvado pelos outros Deuses. Ele poderia, desse o início, ter invocado sua Autoridade, e ter encerrado a questão. Mas ele demonstrou a todos, em sua sabedoria, que aquele que possui méritos, não teme provar porque tem, aquilo que conquistou.
Chegou ao conhecimento de Oxalufan, Deus Criador da Humanidade, e o mais velho do Panteão, que Bara, o Mensageiro, estava alegando que era o Mais Antigo. E diante do Pai-de-Todos, foi chamado a se explicar.
Bara manteve jocosamente a sua declaração, mesmo com o Pai-de-Todos lembrando aos presentes, que isso era um absurdo, posto que ele já existia, quando Bara foi criado.
A persistência de Bara, foi tanta, que os outros presentes, sugeriram uma solução simples para a questão. O Mais Antigo, sem sombra de dúvida, teria mais poderes que o mais jovem. Que se enfrentassem, então, e o mais poderoso, seria aclamado como mais velho. Ambos concordaram.
Os dois procuraram Ifá, e o Oráculo os instruiu a fazer oferendas. O Pai-de-Todos seguiu a tradição, mas Bara desdenhou do Destino, e não seguiu o aconselhado.
O dia chegara, e Oxalufan e Bara, estavam um diante do outro. O Pai-de-Todos começou a demonstrar seu poder.
Mesmo com seu corpo idoso e curvado, Oxalufan deu uma palmada em Bara e BUM, o Mensageiro caiu sentado e ferido, como se golpeado com grande força. Bara porém, se levantou como se nada tivesse acontecido.
O Pai-de-Todos, então, bateu na cabeça do Mensageiro, e ele encolheu até se tornar um Anão. Bara porém, se sacudiu, e voltou ao seu tamanho normal.
Oxalufan, então, segurou a cabeça de Bara, e a sacudiu. A cabeça do Mensageiro aumentou, aumentou, até se tornar maior que o próprio corpo! O Mensageiro porém, esfregou a cabeça com as mãos, e ela voltou ao normal.
Os outros Deuses então, disseram que era a vez de Bara.
O Mensageiro bateu na própria cabeça, e dela, surgiu uma pequena cabaça. Ao abri-la e virá-la na direção do Pai-de-Todos, uma nuvem de fumaça se dirigiu a ele, e Oxalufan perdeu totalmente sua cor.
O Pai-de-Todos esfregou seu corpo com as mãos, mas sua cor não retornava. Mas ele ainda não estava vencido.
O Ancião tirou seu turbante, o desfazendo, extraindo dele seu axé (poder), e tocou sua boca no pano.
Ele então, falou a Bara, para se aproximar, e entregar sua cabaça mágica. O Mensageiro, imediatamente e sem questionar, entregou sua cabaça para Oxalufan, e ao colocá-la em sua própria bolsa, retomou sua cor.
Sem ter mais nenhum poder para demonstrar, Bara foi derrotado.
Lentamente, o Pai-de-Todos retornou ao seu assento, enquanto era aclamado e louvado pelos outros Deuses. Ele poderia, desse o início, ter invocado sua Autoridade, e ter encerrado a questão. Mas ele demonstrou a todos, em sua sabedoria, que aquele que possui méritos, não teme provar porque tem, aquilo que conquistou.

![[+]](https://legadorealista.com/fdb/images/vienna//collapse_collapsed.png)

