25-10-2015, 12:29 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 25-10-2015, 12:32 PM por Deuxcartes.)
Embora o pessoal do ENEM utilize a TRI, as faculdades e universidades não tem acesso ao padrão de respostas de seus candidatos e não possuem autonomia para escolher dentre os interessados aqueles cujo perfil se adequa melhor às competências exigidas para seguir o curso. Isto ocorre em países como Japão e EUA. Dai que pessoas com notas um pouco menor mas que possuem ótimas notas nas competências exigidas seriam melhores que aqueles que tiveram maior nota em outras áreas e são fracos na competência desejada, ou simplismente não possuem perfil para a organização. Fora que nas privadas o objetivo é o diploma per si, logo esse intervalo de 4 a 6 anos muitas vezes é visto como obstáculo a consecução do mesmo. Fora aqueles que só querem um diploma para prestar concurso.
Talvez o que se tire de crítica é a hipervalorização do diploma que exista hoje, e a baixa autonomia em algumas destas organizações de ensino. Você segue uma grade pronta que impede que você se foque no que realmente deseja fazer, e acaba tendo que estudar isto de forma paralela, o que mina o desempenho. Além de um sistema de avaliação de merda que algumas organizações possuem. Fora nas públicas os professores podem manguear a vontade, e muitas vezes as notas ficam a critério do mesmo. Vi tudo isto se efetivar na prática.
Faculdade é boa não como um a priori, mas apenas como um facilitador do objetivo que o sujeito construiu. Mas o que ocorre é o oposto, ele primeiro entra em um curso qualquer sem escolha, muitas vezes o fácil, e depois que pega o diploma, não sabe nada, não consegue emprego, não se vira e tem como fim, voltar para a faculdade para pós graduação ou inicia outro curso muitas vezes na mesma linha do primeiro. Viram acumuladores de títulos e diploma e se gabam disto. Mas pude ver alunos, que superar de longe o desempenho de muitos desses pós-docs e multigraduados que temos por ai.
Agora claro que a nota importa. O chato é que você fica limitado a um score padrão que é fixo, e você muitas vezes não é bom em dadas competências que serão fundamentais para se virar na faculdade e no trabalho, mas em várias outras que não servirão para muita coisa na prática. Outro ponto é o que algumas organizações desde o começo focam a pesquisa, e os profissionais ficam com um gap na parte de ensino e na extensão (prática), e tudo que fazem (quando fazem) é paralelo ao que fazem nestes cursos (no geral pesquisa improdutiva), o que consome mais energias, tempo, gera estresse, desmotivação, descrédito. Fora que o sistema de avaliação costuma focar ainda na pesquisa, que por carência no ensino e na prática, também é precária. Sério, são raros os artigos promissores que conseguimos produzir, e não é preciso mais que algumas pesquisas no google para descobrir que a investigação científica no Brasil não vai muito longe (evidente que por outras razões também)
Talvez o que se tire de crítica é a hipervalorização do diploma que exista hoje, e a baixa autonomia em algumas destas organizações de ensino. Você segue uma grade pronta que impede que você se foque no que realmente deseja fazer, e acaba tendo que estudar isto de forma paralela, o que mina o desempenho. Além de um sistema de avaliação de merda que algumas organizações possuem. Fora nas públicas os professores podem manguear a vontade, e muitas vezes as notas ficam a critério do mesmo. Vi tudo isto se efetivar na prática.
Faculdade é boa não como um a priori, mas apenas como um facilitador do objetivo que o sujeito construiu. Mas o que ocorre é o oposto, ele primeiro entra em um curso qualquer sem escolha, muitas vezes o fácil, e depois que pega o diploma, não sabe nada, não consegue emprego, não se vira e tem como fim, voltar para a faculdade para pós graduação ou inicia outro curso muitas vezes na mesma linha do primeiro. Viram acumuladores de títulos e diploma e se gabam disto. Mas pude ver alunos, que superar de longe o desempenho de muitos desses pós-docs e multigraduados que temos por ai.
Agora claro que a nota importa. O chato é que você fica limitado a um score padrão que é fixo, e você muitas vezes não é bom em dadas competências que serão fundamentais para se virar na faculdade e no trabalho, mas em várias outras que não servirão para muita coisa na prática. Outro ponto é o que algumas organizações desde o começo focam a pesquisa, e os profissionais ficam com um gap na parte de ensino e na extensão (prática), e tudo que fazem (quando fazem) é paralelo ao que fazem nestes cursos (no geral pesquisa improdutiva), o que consome mais energias, tempo, gera estresse, desmotivação, descrédito. Fora que o sistema de avaliação costuma focar ainda na pesquisa, que por carência no ensino e na prática, também é precária. Sério, são raros os artigos promissores que conseguimos produzir, e não é preciso mais que algumas pesquisas no google para descobrir que a investigação científica no Brasil não vai muito longe (evidente que por outras razões também)

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