02-08-2015, 09:52 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 02-08-2015, 10:28 PM por Remy LeBeau.)
(02-08-2015, 04:45 PM)John Escreveu: Common Law realmente tem suas diferencas, vejo o seriado Suits, mostra bem a advocacia de la. Mas creio eu que o mercado de la tb seja saturado, nao tanto quanto aqui talvez. O que acontece em escritorios grandes daqui eh o intercambio de profissionais, que vao fazer uma pos ou LLM na Inglaterra ou EUA e ficam um tempo advogando por la tbm. Enfim, pelo menos eh o que eu vejo acessando o site deles e vendo o historico dos advogados :megusta {eu faco isso as vezes}
Minha duvida eh se vale a pena tentar seguir carreira em escritorios grandes daqui, a partir do momento em que voce ingressa neles como estagiario.
Confrade, me permita discordar.
Eu vejo o Common Law como o sistema ideal para se trabalhar com a meritocracia. O fato de consolidar uma jurisprudência, ou uma prática como costume combate a porcaria do legalismo que é prejudicial ao debate e ao desenvolvimento de ideias. Assim, vai premiar a melhor argumentação, a construção de ideais, oratória e derivados. Além disso, tem a questão de repartir entre as partes a instrução probatória. Aí não fica aquela porquisse aqui do advogado/promotor empurrar os autos para o estagiário, pois as partes vão correr atrás para resguardar os seus interesses.
Ainda tem a questão da ampla utilização dos jurados, que permite a população, fora da área, participar efetivamente do que se tem como "justiça".
Sobre os advogados. Calma, muita calma nessa hora. As vezes alguns ficam como trainee ou como estagiário, e vão lá e colocam como se fosse prática de advocacia. Em Portugal, por exemplo, o advogado (recém formado) é obrigado a ficar três anos como estagiário antes de exercer os atos da advocacia.
Ainda em Portugal, devido a tratados com o Brasil, é possível habilitar a sua OAB lá e exercer a advocacia lá. É claro que é necessário alguns cursos para se familiarizar com as leis locais, mas a burocracia é reduzida.
Sobre o seu questionamento. Sim e não.
0,000001% dos escritórios oferecem aos advogados o regime celetista (CLT). A maioria acaba como associado, trabalhando um monte e ganhando uma merreca sem alguns direitos básicos. Além disso, tem a questão do salário. Pode parecer cômico, e claro, deve-se levar em consideração os seus custos locais, mas começar em um escritório com um salário de pelo menos R$ 3.000,00 já é um bom start, tendo em vista o status do mercado.
Por fim, recomendaria alguns editais para concurso nas áreas jurídicas de empresas públicas. Além de salários convidativos, aliados com a prática da advocacia, por lei, é obrigatória a contratação como celetista. O mesmo se aplica nas contratações feitas por empresas privadas (ex. banco - mas para trabalhar no setor jurídico do local, não no escritório de massa), o único revés é que apesar de celetista, os salários são menores.
Só para fechar (prometo), vi que o confrade cita muito os EUA. Recomendaria dar uma olhada no Direito Comunitário (União Europeia). Tudo bem que tem esquerdismo lá, mas se você deixar isso de lado e trabalhar com um direito comunitário, vai ver que os europeus estão com algumas ideais e materiais muito bons que fatalmente chegarão aqui cedo ou tarde.
Além dos meus investimentos pessoais, tenho estudado via direito comparado os materiais europeus e observado alguns decisões das Cortes Europeias. Como não somos um país que produz conhecimento, mas que reproduz, o que eles estão falando lá agora, chegará aqui mais tarde, e dominar esse conteúdo antes de todos pode ser um diferencial.
Via Google Books e o site da Corte Europeia de Justiça (tradução de português de Portugal) você consegue esse material.


![[+]](https://legadorealista.com/fdb/images/vienna//collapse_collapsed.png)

