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Fórum do Búfalo Mulheres/Feminazismo/Relacionamentos Geralzão da Real Pistas de como era o casamento e o sexo na sociedade romana
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Pistas de como era o casamento e o sexo na sociedade romana
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#2
29-05-2012, 12:09 PM
(29-05-2012, 08:45 AM)barão_kageyama Escreveu: Cacete, me bateu uma gripe tão filhadaputa esses dias que nem deu pra gravar o Jornal da Real da semana e nem publicar nada ontem. Fiquei quase que o dia inteiro no médico! Mas, prosseguindo com a programação normal...

Citar:Estava pensando no caso da Germânia em particular, onde Tácito descreve como funcionavam os costumes das tribos do povo germânico, que causaram muitos problemas ao Império Romano, no qual por fim foi saqueado e tomado pelos bárbaros. Em nossa cultura, o exemplo mais próximo pode ser a invasão saxônica da Inglaterra, que aconteceu pouco depois do colapso da autoridade romana na Britannia.

Na Germânia, Tácito entra em detalhes sobre o casamento e a castidade entre o povo germânico. De acordo com ele, eles levavam o casamento a sério e não ficavam galinhando:

leia mais aqui: http://canal.bufalo.info/2012/05/pistas-...de-romana/

Vão discordar de mim. Vão até achar que eu sou chato e levo tudo pro lado econômico. Mas a decadência do Império Romano foi devido à intervenção estatal na economia e à HIPERINFLAÇÃO que ocorreu no século III. Inclusive a degeneraçao moral da cultura e da família foi conseqüência desta intervenção estatal. O governo romano gastava muito com guerras, e com o Panem et circenses (esta política de "pão de circo" à degeneração total da cultura romana, sabe né: o governo romano, além de cestas básicas, dava banhos públicos, prostíbulos, o Coliseu, tudo sustentados pelo Estado Romano? Então a desestruturação das famílias romanas foi consequencia da intervenção estatal). O q o governo governo fez: para forlecer o "ferro" (a espada, os gastos militares), e manter o pão e circo, o governo romano enfraqueceu a PRATA, ou seja, a economia. Vejamos a História do Império Romano.

Todos sabem que no período dos "cinco bons imperadores", o Império Romano atingiu o apogeu. Isso porque o Império Romano no século II havia atingido um alto grau de divisão do trabalho e de comércio inter-regional. Diversos centros metropolitanos, um número considerável de cidades médias e inúmeras pequenas cidades eram as sedes de uma civilização refinada. Os habitantes dessas aglomerações urbanas eram abastecidas de alimentos e matérias-primas, não apenas pelos distritos rurais vizinhos, mas também pelas províncias distantes. Parte dessas provisões fluía para as regiões urbanas como renda de ricos proprietários de terras que residiam nas cidades. Mas parte considerável era comprada da população rural que, em troca, recebia os produtos fabricados pelos moradores das cidades. Havia um comércio intenso entre as várias regiões do império. Não apenas nas indústrias de transformação, mas também na agricultura, havia uma tendência cada vez maior à especialização. As várias partes do império já não eram mais economicamente auto-suficientes; haviam-se tornado interdependentes. Então uma das causas queda do império e da ruína da civilização romana foi a desintegração dessa interdependência econômica. A liberdade que Roma concedia ao comércio interno e externo sempre foi limitada. Em relação ao comércio de cereais e outros gêneros de primeira necessidade, era ainda mais limitada do que em relação às demais mercadorias. Era considerado injusto e imoral pedir pelo trigo, azeite e vinho - gêneros de primeira necessidade daquele tempo - preços maiores do que os habituais, e as autoridades municipais rapidamente reprimiam o que considerassem especulação. Impedia-se assim o desenvolvimento de um eficiente comércio atacadista dessas mercadorias. A política da annona, que era equivalente à estatização ou municipalização do comércio de cereais, pretendia corrigir essa falha; mas seus efeitos foram bastante insatisfatórios. Os cereais se tornaram escassos nas aglomerações urbanas e os agricultores se queixavam de que o cultivo não era remunerador. A hora da verdade chegou quando os imperadores, diante dos distúrbios políticos dos séculos III e IV, resolveram recorrer ao aviltamento da moeda. Nessa época primitiva, anterior à invenção da máquina impressora, até a inflação era, por assim dizer, primitiva. Envolvia o enfraquecimento do teor da liga metálica com que se cunhavam as moedas, especialmente as de prata. O governo misturava à prata quantidades cada vez maiores de cobre, até que a cor das moedas se alterou e o peso se reduziu consideravelmente. A consequência dessa adulteração das moedas e do aumento associado da quantidade de dinheiro em circulação foi uma alta dos preços. O Império Romano sofreu com uma hiperinflação. Então, o que os imperadores fizeram? Cortaram gastos? Tentaram recuperar o poder de compra da moeda? Concederam mais liberdade comercial? Para conter a alta dos preços, Diocleciano tentou controlar a alta dos preços através de um severo controle de preços, com o Edictum De Pretiis Rerum Venalium. Quem cobrasse acima dos preços determinados pelo governo, seria condenado à morte. Devido à inflação e o controle de preços, as massas urbanas não tinham onde comprar alimentos. O comércio de grãos e de outros gêneros de primeira necessidade desapareceram por completo. Para não morrer de fome, as pessoas fugiam da cidade para o campo e tentavam produzir, para si mesmas, cereais, azeite, vinho e o de que mais necessitassem. Por outro lado, os grandes proprietários rurais reduziram a produção de excedentes agrícolas e passaram a produzir nos seus domínios - as vilas - os produtos artesanais de que precisavam. A agricultura em larga escala, já seriamente comprometida pela ineficiência do trabalho escravo, tornava-se completamente inviável pela falta de preços compensadores. Os proprietários rurais não conseguiam mais vender nas cidades; os artesãos urbanos perdiam a sua clientela. Para atender às suas necessidades, os proprietários rurais passaram a contratar diretamente os artesãos para trabalharem em suas vilas. Abandonaram a agricultura em larga escala e se converteram em meros recebedores de rendas de seus arrendatários e meeiros. Esses coloni eram escravos alforriados ou proletários urbanos que voltavam para o campo. As grandes propriedades rurais foram tornando-se cada vez mais autárquicas. As cidades, o comércio interno e externo, as manufaturas urbanas deixaram de exercer a sua função econômica. A Itália e as províncias retornaram a um estágio mais atrasado da divisão social do trabalho. A estrutura econômica da antiga civilização, que havia alcançado um nível tão alto, retrocedeu ao que hoje é conhecido como a organização feudal típica da Idade Média. Os imperadores se alarmaram com essa evolução que solapava o seu poder militar e financeiro. Mas reagiram de maneira infrutífera, sem atingir a raiz do mal. A compulsão e coerção a que recorreram não podiam reverter a tendência de desintegração social que, ao contrário, era causada precisamente pelo excesso de compulsão e coerção. Nenhum romano tinha consciência do fato de que o processo era provocado pela interferência do governo nos preços, e pela deterioração da moeda. Em vão os imperadores promulgaram leis contra os moradores que relicta, civitate rus habitare maluerit (abandonavam a cidade, preferindo viver no campo). O sistema da leiturgia - serviços públicos que deviam ser prestados pelos cidadãos ricos - apenas acelerou ainda mais o retrocesso da divisão do trabalho. As leis que dispunham sobre as obrigações especiais dos armadores, os navicularii, não conseguiram sustar o declínio da navegação, da mesma maneira que as leis relativas aos cereais não conseguiram impedir a escassez de produtos agrícolas nas cidades.
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Pistas de como era o casamento e o sexo na sociedade romana - por barãozin - 29-05-2012, 08:45 AM

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