01-06-2015, 09:22 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 01-06-2015, 09:24 PM por Marcílio.)
Show ContentSpoiler:
(31-05-2015, 12:03 PM)Teophilo Escreveu:(31-05-2015, 02:12 AM)Don Welzo Escreveu:(30-05-2015, 03:36 PM)Teophilo Escreveu: O Romantismo Cristão te pegou e te prendeu, todos esses anos, através do sentimento religioso, que nada a ver tem com a Fé.
Muito bom.
Outro dia li no Olavão, e ele me solta isso: " “o Papa João Paulo II acertou em cheio quando disse que os brasileiros são cristãos no sentimento, mas não na fé.” , disponivel http://www.olavodecarvalho.org/semana/080623dc.html. E outro site outro pessoa pergunta onde está cultura católica http://www.ocampones.com/?p=4552.
stã.
O que o Papa quis dizer é a mesma coisa que tu dissestes?
É nesse sentido mesmo.
Rapaz as pessoas não se dão conta de que a Igreja está lotada de batizados que são cristãos tão somente por causa do sacramento do batismo. E que em quase nada o são por causa da Fé.
Eles, os batizados, possuem na verdade um sentimento religioso, uma Fé romantizada. Por exemplo, dizem que amam a Deus, vão a Missa aos domingos, ajudam nas atividades sociais ou litúrgicas da paróquia e estão engajados em algum grupo cristão. Entretanto quando batem de frente com questões que contrariam as doutrinas, leis e espiritualidades católicas não respondem, com a Fé que dizem professar, a altura que o problema exige.
Quer um exemplo maior que o caso das eleições? O país mais "católico" do mundo elege comunistas a torto e a direito tanto para o legislativo como para o executivo (nas cidades, estados e país). Ou seja, na hora que tinham que dar uma resposta segundo a Fé que dizem professar e não eleger um abortista, um marxista, uma feminazi, um "coitadista", não respondem a altura da Fé e não se apoiam na Doutrina Católica sobre o comunismo. Todas aquelas práticas lá na paróquia não passaram de socialização cristã e puro sentimentalismo religioso, não serviram de nada quando a Fé lhes pediu provas.
Outro exemplo é quando uma pessoa reza a Deus, ajuda na Missa, faz as leituras, ajuda nos grupos de apoio social, mas mantém uma opinião de que se um casal está unido a 20 anos, porém nunca se casou na Igreja, está perfeitamente dentro da vontade divina. Esta pessoa atropela a doutrina e lei cristã acerca do matrimônio preterindo-as em relação a sua mera opinião, como se esta fosse maior que aquelas. Ou seja, tudo o que faz, por "Fé", na paróquia, não passa de sentimentalismo religioso e "clubismo" cristão.
Mais um exemplo é quando alguém se diz católico porque de fato foi batizado, vai a Missa aos domingos, recebe a Eucaristia, mantém uma certa vida orante, porém, ao mesmo tempo, frequenta o espiritismo, ou cartomantes, ou crê em horóscopos, ou reencarnação, ou em superstições, ou em esoterismo, enfim, pratica ou crê em espiritualidades contrárias a espiritualidade e mística cristãs. Então esta pessoa quando vai a Missa, recebe Eucaristia e ora a Deus na verdade está expressando uma fé que não é a Fé de sempre da Igreja, em outras palavras, ela expressa aquilo que ela sente e não aquilo que deveria, ainda que não sentisse.
A Fé é um assentimento da Razão às Verdades Reveladas por Deus, seja por Tradição Oral ou pela Sagradas Escrituras e, consequentemente, um assentimento às Doutrinas, Magistérios, Leis, Espiritualidades e Místicas da Igreja. Fé presume Obediência por assentimento da razão e não por um sentimento subjetivo.
Toda a relação íntima/pessoal com Deus para os que tem a Fé verdadeira em nada deve contrariar os aspectos objetivos dela.
Perfeito, confradre.
Mas a simples leitura das palavras do Papa João Paulo II, denota-se que em outros lugares se vive a fé cristã, e não o sentimentalismo reliogoso.
Ou por outra: o problema do brasileiro é cultural mesmo.
Só pode ser isso.
Show ContentSpoiler:
Ps: não estou desvirtuando o tópico, pois acho que essa matrix amorosa e social da Igreja se esbarra nesses problemas ai.


![[+]](https://legadorealista.com/fdb/images/vienna//collapse_collapsed.png)

