04-04-2015, 09:51 PM
(04-04-2015, 09:26 PM)Don Welzo Escreveu:(04-04-2015, 09:03 PM)RideTheTiger Escreveu: Não concordo muito com Ayn Rand e considero sua filosofia completa cheia de furos. Mas em tópicos específicos como o desse texto concordo bastante.
Pouquíssimas pessoas são realmente altruístas e a vida delas não é nem um pouco invejável. As outras pessoas se dividem em três grupos:
- Os que assumem o egoísmo e buscam ou não justificativas morais para ele.
- Os que se corroem de culpa por terem os ideais altruístas mas não querem/conseguem praticá-los de fato.
- Os que vivem em dissonância cognitiva. Pregam o altruísmo, vivem no egoísmo e se iludem sinceramente achando que são o primeiro.
Passei a maior parte de minha vida no segundo grupo e só com muito custo consegui me deslocar para o primeiro, mas ainda assim não totalmente.
Eu disse em página atrás que minha formação cristã, no sentido de abnegar a si próprio por uma causa, aliada a influência marxista-esquerdista de ojeriza à riqueza, me fizeram de mim militar no campo do segundo.
Atualmente, só na base de muito auto-ajuda eu consigo migrar para o campo 1 que tu disseste.
Pergunta que não quer calar é: qual motivo levou para o segundo?
Minha história é parecida com a sua. Embora eu não tenha tido uma forte criação cristã, o pouco que tive deixou uma impressão profunda que aliado ao ambiente esquerdista do ensino médio e do começo do ensino superior consolidou esse imperativo do altruísmo e auto-sacrifício em minha mente. Nunca tive dissonância cognitiva porque sempre avaliava minhas ações com base em meus princípios. Infelizmente demorei muito para avaliar meus princípios em si.
Foi também muito difícil me livrar. O que mais me ajudou foi ler bastante (começando por ateísmo, depois anti-esquerdismo em geral, depois vários sites gringos de manosphere e relacionados e por fim a Real) e também ver a pura hipocrisia das outras pessoas que se autoproclamavam altruístas. O que também me ajudou enormemente foi constatar que os momentos mais felizes de minha vida foram os momentos de pura realização pessoal, como ganhar competições.
É difícil mas é perfeitamente possível livrar-se dessa "matrix do auto-sacrifício".

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