02-02-2015, 03:26 PM
No ambiente de trabalho, os padrões de repente aumentam. As pessoas já não estão lutando por boas notas nem por aprovação social, mas, sim, por sobrevivência. Sob tais pressões, elas revelam atributos de caráter que normalmente tentam esconder. Manipulam, competem e, antes de tudo, pensam em si mesmas. Como que cegos para esses comportamentos e com as emoções ainda mais ativas que antes, trancamo-nos na perspectiva ingênua.
A perspectiva ingênua, por sua vez, intensifica nossa sensibilidade e vulnerabilidade. Ao refletirmos sobre como as palavras e as ações alheias nos envolvem, continuamos a interpretar equivocadamente suas intenções. Projetamos nossos próprios sentimentos nas outras pessoas. Não temos um senso real de suas ideias e de suas motivações. Com os colegas no ambiente de trabalho, não vemos a fonte de sua inveja nem a razão de suas manipulações; nossas tentativas de influenciá-los se baseiam na suposição de que querem o mesmo que nós.
Com os mentores e chefes, projetamos neles nossas fantasias da infância, passando a adorar ou a temer as figuras de autoridade, e com elas desenvolvendo relações conturbadas e instáveis. Achamos que compreendemos as pessoas, mas as vemos com lentes distorcidas. Nessas condições, todos os nossos poderes de empatia se tornam inúteis. Por causa dos erros inevitáveis que cometemos, nós nos envolvemos em batalhas e dramas que nos consomem e nos distraem no processo de aprendizado. Nosso senso de prioridade fica distorcido – e acabamos atribuindo uma importância excessiva às questões sociais e políticas por não estarmos lidando da maneira adequada com elas.
Se não formos cuidadosos, levamos esses padrões para a fase seguinte da vida: a fase criativa-ativa, em que ficamos mais expostos ao público. Nesse nível, a falta de inteligência social pode se revelar embaraçosa, até fatal para a carreira. As pessoas que ainda mantêm atitudes infantis raramente são capazes de preservar o sucesso que talvez alcancem com seu talento.
Inteligência social nada mais é que o processo de descartar a perspectiva ingênua e adotar atitudes mais realistas. Envolve convergir a atenção mais para fora que para dentro, cultivando a capacidade natural de observação e de empatia. Significa superar nossa tendência de idealizar ou de demonizar as pessoas, passando a vê-las e a aceitá-las como realmente são. É uma maneira de pensar que deve ser fomentada o mais cedo possível, durante a fase de aprendizagem. Mas, antes de começarmos a desenvolver essa inteligência social, devemos primeiro superar a perspectiva ingênua em si.
Veja o caso de Benjamin Franklin, o ícone da inteligência social e exemplo mais claro do papel que esse atributo desempenha na maestria. Como o segundo filho mais novo de uma grande família, ele aprendeu a abrir caminhos usando o charme. À medida que crescia, passou a acreditar, como muitos jovens, que relacionar-se com os outros é comportar-se de forma cativante, conquistando-os com um estilo amistoso e simpático.
No entanto, ao se envolver com o mundo real, ele começou a encarar o próprio charme como fonte de problemas. Ser fascinante foi a estratégia que desenvolvera por necessidades infantis; essa tendência era reflexo de seu narcisismo, do amor que nutria pelas próprias palavras e sagacidade. Não tinha nada a ver com os outros e com as necessidades deles. Não impedia que o explorassem e o atacassem. Para ser realmente cativante e eficaz do ponto de vista social, é preciso compreender as pessoas, e, para isso, deve-se sair de si mesmo e mergulhar mentalmente no mundo delas.
Continua...
A perspectiva ingênua, por sua vez, intensifica nossa sensibilidade e vulnerabilidade. Ao refletirmos sobre como as palavras e as ações alheias nos envolvem, continuamos a interpretar equivocadamente suas intenções. Projetamos nossos próprios sentimentos nas outras pessoas. Não temos um senso real de suas ideias e de suas motivações. Com os colegas no ambiente de trabalho, não vemos a fonte de sua inveja nem a razão de suas manipulações; nossas tentativas de influenciá-los se baseiam na suposição de que querem o mesmo que nós.
Com os mentores e chefes, projetamos neles nossas fantasias da infância, passando a adorar ou a temer as figuras de autoridade, e com elas desenvolvendo relações conturbadas e instáveis. Achamos que compreendemos as pessoas, mas as vemos com lentes distorcidas. Nessas condições, todos os nossos poderes de empatia se tornam inúteis. Por causa dos erros inevitáveis que cometemos, nós nos envolvemos em batalhas e dramas que nos consomem e nos distraem no processo de aprendizado. Nosso senso de prioridade fica distorcido – e acabamos atribuindo uma importância excessiva às questões sociais e políticas por não estarmos lidando da maneira adequada com elas.
Se não formos cuidadosos, levamos esses padrões para a fase seguinte da vida: a fase criativa-ativa, em que ficamos mais expostos ao público. Nesse nível, a falta de inteligência social pode se revelar embaraçosa, até fatal para a carreira. As pessoas que ainda mantêm atitudes infantis raramente são capazes de preservar o sucesso que talvez alcancem com seu talento.
Inteligência social nada mais é que o processo de descartar a perspectiva ingênua e adotar atitudes mais realistas. Envolve convergir a atenção mais para fora que para dentro, cultivando a capacidade natural de observação e de empatia. Significa superar nossa tendência de idealizar ou de demonizar as pessoas, passando a vê-las e a aceitá-las como realmente são. É uma maneira de pensar que deve ser fomentada o mais cedo possível, durante a fase de aprendizagem. Mas, antes de começarmos a desenvolver essa inteligência social, devemos primeiro superar a perspectiva ingênua em si.
Veja o caso de Benjamin Franklin, o ícone da inteligência social e exemplo mais claro do papel que esse atributo desempenha na maestria. Como o segundo filho mais novo de uma grande família, ele aprendeu a abrir caminhos usando o charme. À medida que crescia, passou a acreditar, como muitos jovens, que relacionar-se com os outros é comportar-se de forma cativante, conquistando-os com um estilo amistoso e simpático.
No entanto, ao se envolver com o mundo real, ele começou a encarar o próprio charme como fonte de problemas. Ser fascinante foi a estratégia que desenvolvera por necessidades infantis; essa tendência era reflexo de seu narcisismo, do amor que nutria pelas próprias palavras e sagacidade. Não tinha nada a ver com os outros e com as necessidades deles. Não impedia que o explorassem e o atacassem. Para ser realmente cativante e eficaz do ponto de vista social, é preciso compreender as pessoas, e, para isso, deve-se sair de si mesmo e mergulhar mentalmente no mundo delas.
Continua...
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