09-01-2015, 12:12 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 09-01-2015, 12:15 PM por Ali.)
(09-01-2015, 11:45 AM)Free Bird Escreveu: O conceito de honra não possui regras porque regra mudam com os tempos, por isso ele é baseado em princípios.
Se determinado comportamento mudou com o tempo ele obviamente não é indicador de honra.
O problema é que a visão de honra que vocês possuem é minimizante e comodista. Não é a honra que tem que se dobrar a vontade de vocês (dai a relativização).
E o caminho da honra não é limitante de forma alguma, ele é libertador. Ele mostra as suas falhas de caráter e te da a oportunidade de melhorar como pessoa.
Honra não é algo que muda quando a dificuldade aparece e muito menos com o passar do tempo. O que muda é a capacidade das pessoas de se adequarem a ela ou não.
O grande benefício da honra é trazer paz interior para o homem honrado. Mesmo que aos olhos de terceiros ele pareça ter se fodido na vida ou não ser um trouxa que se corrompe por benefícios, sejam sexuais ou financeiros, o homem honrado pode dormir a noite tranquilo, sabendo que fez o correto. Não o correto de acordo com a sua própria opinião de correto, mas o correto de verdade, o verdadeiramente ético e moral.
Ou seja, a honra limita através de barreiras ética e morais perante a sociedade, mas permite que você durma em paz, já que te tira das costas o peso de analisar cada situação individualmente e pautar suas ações nas considerações de impacto e consequência e poder ter uma vida expansiva
Não tem lógica!
Nessa consideração posso ter atitudes honradas, ou posso ter atitudes desonradas perante a sociedade se eu tiver disposto a arcar com as consequências delas?
Não é um pouco conveniente isso, tendo em vista que não fazer por princípios é sempre mais seguro do que fazer por considerações pessoais?
Seguir princípios confortáveis a sociedade é mais comodo do que pensar e saber o que é melhor para sua própria vida e assim ter o caminho livre sabendo que cada passo que der é pensado e calculado para ter o mínimo impacto negativo sobre si e sobre a sociedade.
O Relativismo pode ser tudo, menos comodista e assim como a honra, é subjetivo.
Eu não me declaro honrado, não espero nenhum tipo de reconhecimento e nem tento convencer ninguém dos benefícios de ser, já que os impactos e consequências são individuais e estão diretamente ligados a realidade do sujeito que escolhe esse caminho.

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