19-12-2014, 02:32 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 19-12-2014, 02:33 AM por Remy LeBeau.)
Hehehe, é óbvio que eles não vão falar diretamente dos vídeos da traição para não induzir a opinião pública, quanto menos criar um clamor popular no sentido de favorecer o cara, já que ele irá a júri popular e lá as provas serão apresentadas (inclusive os supostos vídeos ou textos da traição).
Mas os vídeos são citados muito indiretamente:
"A PM qualificou o crime como passional. O celular com as supostas mensagens não foi encontrado pelos policiais no local do assassinato."
Eles deram uma de joão-sem-braço para não vazasse essa informação e não prejudicasse as investigações, de forma que a sociedade interpretasse que o motivo do homicídio foi uma conversa de putaria com o amante.
Se o crime tivesse ocorrido por estes supostos textos de traição, o crime seria classificado como homicídio qualificado por motivo fútil, o que acarreta uma pena pesada.
Se já classificaram como homicídio privilegiado (passional, oriundo de forte emoção) significa que ele terá uma redução na pena. Esta modalidade de homicídio não é oriunda de uma suposta traição, mas sim dos vídeos de sexo e da humilhação submetida a ele.
Ou seja, matar por causa de adultério é motivo fútil = pena pesada.
Matar por causa de um relevante valor moral social, oriundo de uma humilhação pública = pena menor. (E aqui foi classificado o crime que ele cometeu).
Além de tudo isso, se eles citarem os vídeos e isso aí cair de vez na rede, expondo a intimidade dele, a Polícia Militar poderia se comprometer por ter exposto esta informação.
Recomendo ao confrade a leitura do texto "A Cartomante" de Machado de Assis, que trata basicamente da vingança do cônjuge ao descobrir que era traído pela mulher.
Antigamente, o adultério comprovado dava legitimidade ao traído para que pudesse cometer qualquer delito contra o adúltero, com a garantia de absolvição, graças a uma figura conhecida como "Legítima defesa da honra".
Mas os vídeos são citados muito indiretamente:
"A PM qualificou o crime como passional. O celular com as supostas mensagens não foi encontrado pelos policiais no local do assassinato."
Eles deram uma de joão-sem-braço para não vazasse essa informação e não prejudicasse as investigações, de forma que a sociedade interpretasse que o motivo do homicídio foi uma conversa de putaria com o amante.
Se o crime tivesse ocorrido por estes supostos textos de traição, o crime seria classificado como homicídio qualificado por motivo fútil, o que acarreta uma pena pesada.
Se já classificaram como homicídio privilegiado (passional, oriundo de forte emoção) significa que ele terá uma redução na pena. Esta modalidade de homicídio não é oriunda de uma suposta traição, mas sim dos vídeos de sexo e da humilhação submetida a ele.
Ou seja, matar por causa de adultério é motivo fútil = pena pesada.
Matar por causa de um relevante valor moral social, oriundo de uma humilhação pública = pena menor. (E aqui foi classificado o crime que ele cometeu).
Além de tudo isso, se eles citarem os vídeos e isso aí cair de vez na rede, expondo a intimidade dele, a Polícia Militar poderia se comprometer por ter exposto esta informação.
Recomendo ao confrade a leitura do texto "A Cartomante" de Machado de Assis, que trata basicamente da vingança do cônjuge ao descobrir que era traído pela mulher.
Antigamente, o adultério comprovado dava legitimidade ao traído para que pudesse cometer qualquer delito contra o adúltero, com a garantia de absolvição, graças a uma figura conhecida como "Legítima defesa da honra".


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