16-04-2012, 07:44 PM
Algumas das ponderações do texto me fizeram lembrar da época em que mantive uma união estável. Durante os poucos meses em que minha ex-mulher trabalhou fora, ela pegava todo o salário dela e investia no próprio lazer. Na hora do intervalo, mesmo ganhando um salário mínimo, ela saía para fazer suas refeições na praça de alimentação de um shopping com as amigas. O pouco que sobrava ela gastava com supérfluos. Enquanto isso eu, o burro de carga, aturava um emprego a qualquer custo, engolindo um sapo aqui e outro acolá, mesmo tendo estudado muito mais do que ela e ganhando cerca de 3 vezes o que ela ganhava, eu não podia me dar ao luxo de ficar comendo fora com os amigos, pois todo o meu dinheiro era comprometido com as despesas do lar. Nessa época, nem plano de saúde eu tinha, pois pegaria muito mal para mim pagar um plano de saúde para mim e não pagar para a minha mulher. Assim, eu não pagava para ninguém. Não preciso dizer que gastava muito mais com a saúde dela do que com a minha. Ginecologista é algo frequente e exames em clínicas particulares custam caro. Quando chegava o dia das mães, ela dava bons presentes à mãe dela, mesmo ganhando menos, ao passo que eu não podia fazer o mesmo, pois minha grana descia toda pelo ralo. Quando ela se chateva em algum emprego, simplesmente fazia por onde ser demitida, pois sabia que tinha o burro de carga aqui para sustentá-la. E as contas que ela fazia dizendo que pagaria com o salário dela advinha para quem sobravam?
Enfim, decidi que aquilo não era vida e resolvi acabar com aquilo. Pelo menos ela foi embora e não quis nada do pouco que eu tinha. Pior foi um amigo meu que recentemente terminou um relacionamento e deixou um apartamento quase pago para a ex dele, que não havia contribuído com um centavo na compra do mesmo. Ela não tem um bom emprego, não tem uma boa formação, não passou em nenhum concurso e não é nenhuma empreendedora, mas mesmo assim vai morar praticamente de graça em um apartamento bem melhor do que o de muitos colegas meus que deram duro para conseguir. A única coisa que ela vai ter que fazer é dar um jeito de pagar as prestações que faltam.
É. Casamento é um ótimo negócio. Um ótimo negócio para a mulher. É por isso que quando vejo uma conhecida dizendo que vai casar eu dou os parabéns e quando é um conhecido eu digo "meus pêsames".
Enfim, decidi que aquilo não era vida e resolvi acabar com aquilo. Pelo menos ela foi embora e não quis nada do pouco que eu tinha. Pior foi um amigo meu que recentemente terminou um relacionamento e deixou um apartamento quase pago para a ex dele, que não havia contribuído com um centavo na compra do mesmo. Ela não tem um bom emprego, não tem uma boa formação, não passou em nenhum concurso e não é nenhuma empreendedora, mas mesmo assim vai morar praticamente de graça em um apartamento bem melhor do que o de muitos colegas meus que deram duro para conseguir. A única coisa que ela vai ter que fazer é dar um jeito de pagar as prestações que faltam.
É. Casamento é um ótimo negócio. Um ótimo negócio para a mulher. É por isso que quando vejo uma conhecida dizendo que vai casar eu dou os parabéns e quando é um conhecido eu digo "meus pêsames".

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