17-11-2014, 11:57 PM
O exemplo do vício da coca-cola pode ser tomado como uma metáfora que se aplica a quaisquer outros defeitos, hábitos destrutivos e vícios, tais como o da fornicação, da gula, da ira etc. e também é útil no caso dos apaixonamentos e frustrações amorosas.
Aquele que sofre de amor, recorda-se constantemente da pessoa amada. Sua mente está obsessionada por pensamentos relacionados ao tema de sua paixão. Quanto mais pensa, recorda, imagina e vê tudo o que esteja relacionado ao romance, mais fortificará seu próprio sofrimento amoroso. Ainda que não esteja apaixonado, o processo será o mesmo no caso do homem obsessionado pelo desejo puramente sexual por uma mulher que o rejeita. Nos dois casos, a frustração causa sofrimento e precisa ser desarticulada por meio da despotenciação. Dependendo da personalidade da pessoa, os resultados de se alimentar diariamente uma paixão insana e absurda podem ser graves.
Os pensamentos surgem por associações. Um pensamento recorda outro pensamento, que recorda outro pensamento, que recorda outro e assim por diante, em uma cadeia infinita. A mente não gosta de pensar profundamente em uma coisa só, prefere pensar superficialmente em várias coisas, pois está sempre à procura de um pensamento novo, como uma criança curiosa que pega um brinquedo e logo o descarta para se entreter com outro. Um dos erros que cometemos é querermos nos livrar dos pensamentos perturbadores sem nos livrarmos dos pensamentos associados que os evocam. Não adianta tentar não pensar no objeto de desejo, temos alcançar não pensar também nos objetos associados que evocam sua lembrança.
Porém, os pensamentos não são evocados somente por outros pensamentos, podem ser evocados também por fatos e objetos reais do mundo físico. Ao percebermos uma banca de jornal, por exemplo, podemos nos lembrar de revistas pornográficas. Ao ver um bar ou um caminhão de bebidas, nosso amigo viciado em coca-colas se lembrará do objeto do seu desejo.
Aquele que sofre de amor, recorda-se constantemente da pessoa amada. Sua mente está obsessionada por pensamentos relacionados ao tema de sua paixão. Quanto mais pensa, recorda, imagina e vê tudo o que esteja relacionado ao romance, mais fortificará seu próprio sofrimento amoroso. Ainda que não esteja apaixonado, o processo será o mesmo no caso do homem obsessionado pelo desejo puramente sexual por uma mulher que o rejeita. Nos dois casos, a frustração causa sofrimento e precisa ser desarticulada por meio da despotenciação. Dependendo da personalidade da pessoa, os resultados de se alimentar diariamente uma paixão insana e absurda podem ser graves.
Os pensamentos surgem por associações. Um pensamento recorda outro pensamento, que recorda outro pensamento, que recorda outro e assim por diante, em uma cadeia infinita. A mente não gosta de pensar profundamente em uma coisa só, prefere pensar superficialmente em várias coisas, pois está sempre à procura de um pensamento novo, como uma criança curiosa que pega um brinquedo e logo o descarta para se entreter com outro. Um dos erros que cometemos é querermos nos livrar dos pensamentos perturbadores sem nos livrarmos dos pensamentos associados que os evocam. Não adianta tentar não pensar no objeto de desejo, temos alcançar não pensar também nos objetos associados que evocam sua lembrança.
Porém, os pensamentos não são evocados somente por outros pensamentos, podem ser evocados também por fatos e objetos reais do mundo físico. Ao percebermos uma banca de jornal, por exemplo, podemos nos lembrar de revistas pornográficas. Ao ver um bar ou um caminhão de bebidas, nosso amigo viciado em coca-colas se lembrará do objeto do seu desejo.

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