07-09-2014, 05:39 AM
Em circunstâncias difíceis é preciso não desdenhar recorrer, como outrora os germanos, aos conselhos das mulheres, porque elas têm uma maneira de conceber as coisas totalmente diferente da nossa. Vão direitas, ao fim, pelo caminho mais curto, porque fixam geralmente os olhares no que têm mais à mão. Nós, pelo contrário, não vemos o que nos salta aos olhos, e vamos procurar muito mais longe; precisamos que nos levem a uma maneira de ver mais simples e mais rápida. Acrescente-se ainda que as mulheres têm decididamente um espírito mais ponderado, e só vêem nas coisas o que nelas há realmente; ao passo que nós, impelidos pelas paixões excitadas, aumentamos os objetos e representamos quimeras.
As próprias aptidões naturais explicam a piedade, a humanidade, a simpatia, que as mulheres testemunham aos desgraçados, ao passo que são inferiores aos homens no que respeita à equidade, à retidão e à escrupulosa probidade. Devido à fraqueza da sua razão, tudo o que é presente, visível e imediato, exerce sobre elas um domínio contra o qual não conseguiriam prevalecer as abstrações, nem as máximas estabelecidas, nem as resoluções energéticas, nem consideração alguma do passado ou do futuro, do que está afastado ou ausente. Possuem da virtude as primeiras e principais qualidades, mas faltam-lhes as secundárias e acessórias.
Assim, a injustiça é o defeito capital dos temperamentos femininos. Isto resulta da falta de bom senso e de reflexão que apontamos; e o que agrava ainda este defeito, é que a natureza, recusando-lhes a força, deu-lhes a astúcia, para lhes proteger a fraqueza: daí a sua instintiva velhacaria e invencível tendência para a mentira. O leão tem os dentes e as garras; o elefante e o javali as presas, o touro os chifres, a siba a tinta, que lhe serve para turvar a água em volta dela; a natureza deu a mulher apenas a dissimulação para se defender e proteger; esta faculdade supre a força que o homem tira do vigor dos membros e da razão.
A dissimulação é inata na mulher, tanto na mais esperta como na mais tola. É lhe tão natural usá-la em todas as ocasiões como a um animal atacado o defender-se logo com as suas armas naturais; e, procedendo assim, tem até certo ponto consciência dos seus direitos, o que torna quase impossível encontrar uma mulher absolutamente verdadeira e sincera. É justamente por isso que ela percebe tão facilmente a dissimulação nos outros e não é prudente usá-la com ela.
Desse defeito fundamental e das suas conseqüências nascem a falsidade, a infidelidade, a traição, a ingratidão, etc. Também as mulheres juram falso perante a justiça mais frequentemente que os homens, e seria caso para tratar o saber se se deve admiti-las a prestar juramento. Sucede de tempos a tempos, que certas senhoras, a quem não falta coisa alguma, são surpreendidas nos estabelecimentos em flagrante delito de roubo.
As próprias aptidões naturais explicam a piedade, a humanidade, a simpatia, que as mulheres testemunham aos desgraçados, ao passo que são inferiores aos homens no que respeita à equidade, à retidão e à escrupulosa probidade. Devido à fraqueza da sua razão, tudo o que é presente, visível e imediato, exerce sobre elas um domínio contra o qual não conseguiriam prevalecer as abstrações, nem as máximas estabelecidas, nem as resoluções energéticas, nem consideração alguma do passado ou do futuro, do que está afastado ou ausente. Possuem da virtude as primeiras e principais qualidades, mas faltam-lhes as secundárias e acessórias.
Assim, a injustiça é o defeito capital dos temperamentos femininos. Isto resulta da falta de bom senso e de reflexão que apontamos; e o que agrava ainda este defeito, é que a natureza, recusando-lhes a força, deu-lhes a astúcia, para lhes proteger a fraqueza: daí a sua instintiva velhacaria e invencível tendência para a mentira. O leão tem os dentes e as garras; o elefante e o javali as presas, o touro os chifres, a siba a tinta, que lhe serve para turvar a água em volta dela; a natureza deu a mulher apenas a dissimulação para se defender e proteger; esta faculdade supre a força que o homem tira do vigor dos membros e da razão.
A dissimulação é inata na mulher, tanto na mais esperta como na mais tola. É lhe tão natural usá-la em todas as ocasiões como a um animal atacado o defender-se logo com as suas armas naturais; e, procedendo assim, tem até certo ponto consciência dos seus direitos, o que torna quase impossível encontrar uma mulher absolutamente verdadeira e sincera. É justamente por isso que ela percebe tão facilmente a dissimulação nos outros e não é prudente usá-la com ela.
Desse defeito fundamental e das suas conseqüências nascem a falsidade, a infidelidade, a traição, a ingratidão, etc. Também as mulheres juram falso perante a justiça mais frequentemente que os homens, e seria caso para tratar o saber se se deve admiti-las a prestar juramento. Sucede de tempos a tempos, que certas senhoras, a quem não falta coisa alguma, são surpreendidas nos estabelecimentos em flagrante delito de roubo.

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