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Fórum do Búfalo Desenvolvimento Pessoal Outros Reconstruir desapaixonadamente
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Reconstruir desapaixonadamente
Offline Monarca
Búfalo
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#1
10-12-2015, 09:03 PM
REFLEXÕES A RESPEITO DO ATO DE RECONSTRUIR DESAPAIXONADAMENTE
As experiências pelas quais passamos são as origens de grande parte dos conhecimentos que temos hoje. No entanto, é interessante que notemos o fato de uma única situação gerar aprendizados diferentes ou de até mesmo nem gerá-los, dependendo da interpretação de quem os avalia.

[Imagem: reconstruir-1-300x296.jpg]

O aprendizado a partir de experiências exige visões de vários ângulos. Na maioria das vezes, nós as avaliamos ampliando os seus detalhes e nos esquecemos do quadro completo; e essa visão microscópica acaba por nos reservar a apenas uma parcela da grande quantidade de conhecimento disponível. Uma das grandes falsas verdades difundidas por aí é de que devemos avaliar o nosso passado centrados apenas em nós mesmos. Isto está errado.

Veja que o objetivo dessa análise do passado é de fato, o nosso desenvolvimento. E talvez seja por esse fim que muitas pessoas julgam que devemos avaliar apenas a nós mesmos. Entretanto, na maioria das circunstâncias em avaliação você não estava sozinho, mas sim participando de um processo de interação. É como se você avaliasse uma negociação com base apenas no que você fez, e não no que sua contra-parte fez ou no que aconteceu no decorrer do processo.

Quando você interage com outra pessoa, como em uma entrevista de emprego, o que por fim se desenrola é um conjunto de decisões de cada parte, não apenas de uma. Geralmente, muitos tem a tendência de julgarem seus comportamentos após participarem de alguma espécie de tomada de decisão. Estes saem de lá se perguntando a si mesmos "Como eu me sai?" ao invés de "Onde nós terminamos e como foi que nós chegamos aí?".

Observe como a segunda pergunta nos permite focar mais em nossa interação, e não restritamente no que fizemos, como faz a primeira pergunta. Isso é importante porque muitas das coisas que fizemos ao longo de uma interação podem aparentar ter um significado ruim se as analisarmos isoladamente, ainda que tenham sido decisivos para uma benéfica continuidade da interação naquele momento. Avaliando a interação você consegue observar como o processo se desenrola e poderá, com mais exatidão, observar quais foram os seus comportamentos negativos, quais foram os positivos, e quais precisam ser aprimorados. A autocrítica precisa ser domesticada para que ela consiga nos proporcionar a evolução.

Muitos se utilizam da autocrítica como ferramenta de juízo sobre si mesmos. Embora isso esteja correto, muitos fazem isso de forma errada. Antes de avaliar algum episódio, você deve reconstruir desapaixonadamente - e não julgar - o acontecimento. Situe-se como um expectador, avalie a conduta da outra pessoa e a situação. O início foi amigável, hostil ou algo no meio disso? Como vocês estruturaram a tarefa que tinham de cumprir? Haviam pontos de transição em que o processo poderia ter tomado um rumo diferente? Foram quebras ou avanços? O que os provocou e como vocês lidaram com isso? O que levou ao estabelecimento do acordo? Foi o que vocês previam? Se não, você poderia ter planejado isso?

Somente depois de avaliar os fatos você deve passar a avaliar o seu desempenho. O que você fez que funcionou bem? Se você conseguiu lidar com uma conversa desrespeitosa ou conseguiu encontrar uma solução inteligente, tenha essas técnicas em mente para acontecimentos futuros. Avalie também o que possibilitou que você agisse de forma eficiente: uma boa preparação, inteligência emocional ou uma combinação dos dois? Enfim, construir essa base o ajudará a encarar outros desafios.

Uma outra pergunta que deve ser feita a si mesmo: O que eu faria de diferente? Encontrar respostas para essa pergunta é uma tarefa importante, independente se você está em uma enrascada ou se está conseguindo alguns resultados com a interação. Você poderá descobrir como poderia solucionar essa enrascada antes dela ser formada ou o que aconteceria se você tivesse exigido um pouco mais, caso já tivesse obtido alguns resultados. Quando alguma situação semelhante se repetir no futuro, talvez você já possua soluções criativas e consiga melhores ganhos com isso.

Não se esqueça de avaliar de modo semelhante a pessoa que você acabou de encontrar. O que ela fez bem e o que ela poderia ter feito melhor? Leve em conta a percepção dela sobre você, pois isso pode a ter influenciado nas atitudes e comportamentos. No fim das contas, se você notar que não teve um bom resultado, terá aprendido muito sobre si mesmo e sobre a interação da qual fez parte.

Eu recomendo a você que faça revisões sobre as suas atitudes em um período considerável, como um ano, por exemplo. Se você fazer anotações sobre suas avaliações do passado, poderá ter grandes surpresas. O fato de você sempre chegar a um acordo pode significar, por exemplo, que você é pouco exigente. Nessas anotações, procure por padrões, verifique os seus pontos fracos e o quanto você evolui no período. E lembre-se que o objetivo disso tudo é o desenvolvimento, e não lamentações.
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Offline Ross
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#2
11-12-2015, 07:16 AM
Muito bom confrade monarca!
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Offline Montini
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#3
11-12-2015, 09:11 AM
Eu, particularmente gostei muito do tópico. Aliás, já entrando no assunto central do tópico, acredito que o mesmo tenha de ser feito com leitura minuciosa para entendê-lo.

Existe uma máxima que é:
Aquilo que nós focalizamos se expande!

Basicamente e obviamente, quando você dá o foco central a algo, consequentemente o expandirá. Porém, o que acontece é que o que está ao redor, não é visto mais.
Esse exemplo se encaixa, acredito eu, com o que o autor do tópico diz com:
(10-12-2015, 09:03 PM)Monarca Escreveu: "Como eu me sai?"
Isto é, quando você focaliza a situação.

(10-12-2015, 09:03 PM)Monarca Escreveu: ao invés de "Onde nós terminamos e como foi que nós chegamos aí?".
E quando você focaliza em algo, a citação acima passa despercebida.

Fundamentando meu comentário acerca do tema, acredito que há um leve resquício de empatia coletiva, sendo ela oculta internamente dentro da nossa mente quanto a isso. Pois nota-se que não nos preocupamos em saber o que as outras pessoas acharam.

Sendo mais específico um caso que acontece todos os dias: O término de namoro.

O motivo do término é sempre visto do ponto de vista individual.
Respostas como:
Citar:Ela era ciumenta
Ela não me respeitava
Ela era louca
Ela não quis me dar.

É raro encontramos uma explicação consensual como:
Citar:Nós sentamos, analisamos o nosso namoro e decidimos terminar pelo fato de que não havia contribuição por reciprocidade.

Concluindo, o que temos que fazer é o inverso. Em vez de nos colocarmos na primeira pessoa ao analisar uma situação, é prudente ver a situação como um panorama, nos incluindo na análise sim, porém, não nos focalizando.
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Offline Directo
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#4
11-12-2015, 07:37 PM
Não tente se "desapaixonar". Dá pra viver muito bem estando no estado apaixonado. Isso é normal e passar por isso mostra como somos frágeis e humanos.

Deixe que este processo acabe por si só, afinal é a única forma saudável.
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Offline Monarca
Búfalo
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#5
11-12-2015, 08:46 PM
(11-12-2015, 07:37 PM)Directo Escreveu: Não tente se "desapaixonar". Dá pra viver muito bem estando no estado apaixonado. Isso é normal e passar por isso mostra como somos frágeis e humanos.

Deixe que este processo acabe por si só, afinal é a única forma saudável.

Provavelmente você nem leu o texto e deu essa opinião de merda. Vai floodar na pqp.
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Offline Directo
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#6
11-12-2015, 09:26 PM
Mas a paixão não é só amorosa, me refiro às paixões da vida. Inclusive falar em reconstruir desapaixonamente é exatamente o que eu falei. Um processo natural daqueles que estão apaixonados.
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Offline Dom Renan
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#7
12-12-2015, 03:09 AM
Texto excelente. Alto nível.

Sobre a questão de analisar preferencialmente a nossas ações, em detrimento da interação do conjunto como um todo. Se deve ao fato que por mais que posamos analisar o todo, podemos influir apenas sobre nossa decisão.

A sua proposta é como um jogo de xadrez, só que embora possamos - assim como no xadrez - traçar a melhor estratégia, nós podemos mover apenas uma peça. (Não sei se a analogia ficou claro). Resumindo, o mundo tem 7 bilhões de pessoas, mas eu só tenho poder sobre uma, eu mesmo.

A não ser é claro que a sua proposta tenha como objetivo envolver direta ou indiretamente as outras peças do tabuleiro. Sua perspectiva é muito interessante, vou reler esse tópico com mais cuidado.
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Offline Monarca
Búfalo
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#8
14-12-2015, 10:49 AM
Obrigado pelo feedback pessoal.

É bem por aí Montini, "quando você dá o foco central a algo, consequentemente o expandirá. Porém, o que acontece é que o que está ao redor, não é visto mais". É importante reformular algumas perguntas para que as respostas contribuam mais com o nosso aprendizado; como a mudança de "Como eu me saí?" para "Onde nós terminamos e como foi que nós chegamos aí?"

Dom Renan, talvez a ideia mais próxima seria avaliar como que as suas jogadas e a de seu oponente fizeram o jogo como ele está agora, para com isso saber como proceder nas próximas jogadas. No entanto, não sei se o jogo de xadrez é um bom comparativo; o que reforço com o tópico é que podemos aprender mais a partir das nossas experiências se as avaliarmos de uma maneira melhor.
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Offline Gilgamesh
Keep Walking. Just do It.
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#9
14-12-2015, 10:43 PM
Analisar o todo sempre é mais difícil que analisar as partes e junta-las em algo menor e mais fácil de analisar. Ou juntar as partes menores e , transforma-las em algo maior.E é sempre válido . Bom tópico, Monarca.
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Offline Legiao
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#10
15-12-2015, 01:57 PM
Bom tópico Monarca.
A experiencia e aprendizado,nos remete a novas avaliações. Natural e usual,que nos coloquemos como peça central de nossos problemas,relações...Quando conseguimos ampliar todos aspectos envolvidos,onde aconteceram as falhas,onde poderíamos ter conduzido de forma diferente. Tudo isso vai nos preparando,e capacitando para que possamos errar menos,conseguir resultados diferentes.
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Offline PRAGAKHAM
Seja aço!
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#11
15-12-2015, 02:28 PM
No mundo atual, o apaixonamento e visto como a maior fraqueza, onde o outro pode lhe destruir através deste caminho pelo simples interesse de algo, e começa por este caminho, que alem de fraqueza sempre foi uma das ilusões malditas, usado por muitas pessoas. Não ter o tal da paixão pela pratica de extermina-la por completa, e agir racionalmente de modo forte a ver as coisas e o melhor caminho e o mais seguro, mas o mais difícil como o MoNarca citou! Paixão nas propias escritas bíblicas falam-se daqueles que caem em desgraças por ela. E é assim nos tempos atuais, mas em pequenas minorias como estamos a aprender e fortalecer pelos simples meros enxergos da vida, que não e compensativo, colocar o dedo em doce no fogo. Melhor estar pela razão do vazio comendado a solidão do que estar nas trevas em escuridão por causa da tal paixão. Assim não forjara e antecipara a morte pela via da desgraça ilusória.
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Offline Devoto
Guerreiro
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#12
15-12-2015, 05:08 PM
Filosofando, o egoísmo seria o oposto da esperança na caixa de pandorra. Pessoas egoístas são normalmente desapaixonadas pois este não permite abrir espaço para se fuder lá adiante. Pandorra deveria ter deixado escapar o egoísmo de sua caixa! Veja, nada em excesso e egoísmo relativo ao seu amor próprio!
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