26-08-2013, 12:12 AM
Vou postar aqui algumas histórias de sucesso de vários empreendedores pelo Brasil e mundo.
Fundador da Localiza começou o negócio com seis fuscas financiados
Hoje, a empresa de Salim Mattar é a maior do país no setor, conta com mais de 50 mil carros, filiais em nove países e faturamento superior a 1 bilhão de reais
Aos 17 anos, o neto de libaneses Salim Mattar decidiu o que queria fazer na vida ao fazer uma entrega de cheque a um cliente da empresa onde trabalhava como office-boy. Com uma conta rápida a partir do valor do cheque, concluiu que uma locadora de carros podia render gordos negócios. Aos 23 anos, concretizou o plano e, a partir da primeira loja, com seis fuscas financiados, chegou hoje à maior empresa do setor no Brasil, a Localiza, com uma frota de mais de 50 mil carros. Leia abaixo entrevista sobre a história dele.
- Qual é a origem da sua família?
Meu avô era Libanês e veio para o Brasil foragido por desavenças e perseguição religiosas. Ele chegou no país aos 14 anos, na primeira dezena do século passado. Como todo jovem imigrante, veio sem dinheiro, sem recursos, sem falar o idioma, apenas com o endereço de um conhecido. Aqui ele se realizou e constituiu uma certa riqueza. Estou contando essa história do meu avô para dizer que a mobilidade social já existia desde aquela época. Um menino pobre do Líbano veio ao Brasil e, ao morrer, era um homem milionário. Meu avô foi para nós um exemplo. Era um homem muito dedicado aos negócios. Morava nos fundos do armazém de secos e molhados para assistir aos clientes na hora que fosse. Ele começou como mascate na rodoviária de São João Del Rey. Vendia pequenas bugigangas como espelho, pente, cortador de unha, canivete, caneta, tudo numa mala sobre um cavalete. Foi assim que ele começou a vida e foi conseguindo acumular o mínimo de capital. Mudou-se para uma cidade melhor e abriu um pequeno armazém, mudou para outra cidade e abriu outro armazém.
- Quando ele veio, chegou a que cidade?
São João del Rey. Depois ele foi para São Tiago, viu oportunidades na cidade de Morro do Ferro, depois na cidade de Passatempo. Ficou nessa região com armazém de secos e molhados. Antes de falecer ele tinha casado e quando faleceu tinha acumulado um patrimônio formado por fazendas, casas de aluguel, armazéns, postos de gasolina, linha de ônibus. Ele morreu um homem muito rico. Ele abraçou esse país como se fosse sua terra natal. Tanto é que não permitiu que os filhos falassem árabe. Ele dizia: nós adotamos essa terra como nossa terra natal, não vamos voltar, aqui é nossa pátria, aqui finquei minhas raízes, aqui vamos ficar. Ele tinha pavor de algum filho falar árabe e voltar para lá. Ele não queria, porque a imagem dele era uma imagem de perseguição religiosa, de guerras. Era um país complicado, ele veio para o Brasil com o passaporte da Turquia porque naquela época não existia o Líbano como país. Todos os libaneses vieram com passaporte da Turquia e por isso eram chamados de turcos. Só para lembrar: os libaneses não são árabes, eles são fenícios. Os turcos, do que meu avô era taxado, eram aqueles homens bárbaros, que não eram uma cultura fina. Era uma coisa pejorativa. Temos dentro de casa um exemplo com muita força de vontade, de trabalho, determinação. Uma pessoa incansável, que gozava de uma boa saúde, inteligência mínima e que tinha prazer de servir e atender clientes.
continuação: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/m0140221/
Fundador da Localiza começou o negócio com seis fuscas financiados
Hoje, a empresa de Salim Mattar é a maior do país no setor, conta com mais de 50 mil carros, filiais em nove países e faturamento superior a 1 bilhão de reais
Aos 17 anos, o neto de libaneses Salim Mattar decidiu o que queria fazer na vida ao fazer uma entrega de cheque a um cliente da empresa onde trabalhava como office-boy. Com uma conta rápida a partir do valor do cheque, concluiu que uma locadora de carros podia render gordos negócios. Aos 23 anos, concretizou o plano e, a partir da primeira loja, com seis fuscas financiados, chegou hoje à maior empresa do setor no Brasil, a Localiza, com uma frota de mais de 50 mil carros. Leia abaixo entrevista sobre a história dele.
- Qual é a origem da sua família?
Meu avô era Libanês e veio para o Brasil foragido por desavenças e perseguição religiosas. Ele chegou no país aos 14 anos, na primeira dezena do século passado. Como todo jovem imigrante, veio sem dinheiro, sem recursos, sem falar o idioma, apenas com o endereço de um conhecido. Aqui ele se realizou e constituiu uma certa riqueza. Estou contando essa história do meu avô para dizer que a mobilidade social já existia desde aquela época. Um menino pobre do Líbano veio ao Brasil e, ao morrer, era um homem milionário. Meu avô foi para nós um exemplo. Era um homem muito dedicado aos negócios. Morava nos fundos do armazém de secos e molhados para assistir aos clientes na hora que fosse. Ele começou como mascate na rodoviária de São João Del Rey. Vendia pequenas bugigangas como espelho, pente, cortador de unha, canivete, caneta, tudo numa mala sobre um cavalete. Foi assim que ele começou a vida e foi conseguindo acumular o mínimo de capital. Mudou-se para uma cidade melhor e abriu um pequeno armazém, mudou para outra cidade e abriu outro armazém.
- Quando ele veio, chegou a que cidade?
São João del Rey. Depois ele foi para São Tiago, viu oportunidades na cidade de Morro do Ferro, depois na cidade de Passatempo. Ficou nessa região com armazém de secos e molhados. Antes de falecer ele tinha casado e quando faleceu tinha acumulado um patrimônio formado por fazendas, casas de aluguel, armazéns, postos de gasolina, linha de ônibus. Ele morreu um homem muito rico. Ele abraçou esse país como se fosse sua terra natal. Tanto é que não permitiu que os filhos falassem árabe. Ele dizia: nós adotamos essa terra como nossa terra natal, não vamos voltar, aqui é nossa pátria, aqui finquei minhas raízes, aqui vamos ficar. Ele tinha pavor de algum filho falar árabe e voltar para lá. Ele não queria, porque a imagem dele era uma imagem de perseguição religiosa, de guerras. Era um país complicado, ele veio para o Brasil com o passaporte da Turquia porque naquela época não existia o Líbano como país. Todos os libaneses vieram com passaporte da Turquia e por isso eram chamados de turcos. Só para lembrar: os libaneses não são árabes, eles são fenícios. Os turcos, do que meu avô era taxado, eram aqueles homens bárbaros, que não eram uma cultura fina. Era uma coisa pejorativa. Temos dentro de casa um exemplo com muita força de vontade, de trabalho, determinação. Uma pessoa incansável, que gozava de uma boa saúde, inteligência mínima e que tinha prazer de servir e atender clientes.
continuação: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/m0140221/

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