23-12-2019, 06:42 PM
O intuito deste relato é ajudar aqueles que estão se preparando para fazer provas, de qualquer natureza: concursos; vestibulares; etc... Mas, obviamente, também se aplica em outros aspectos da vida.
Na minha área de atuação, os profissionais precisam prestar provas para tirar certificações específicas, para se habilitarem a fazer certos trabalhos. Pois bem... O que eu havia pensado, de início, era tentar fazer uma dessas provas por ano (começando neste) e tentar obter uma certificação de cada vez. No entanto, aproveitando um momento de empolgação, decidi tentar as 3 logo de cara! O pior, porém, era que essas provas seriam em dias sequenciais; uma atrás da outra (segunda, terça, quarta). O ponto central desse relato foi o que aconteceu quando fiz a segunda prova, a mais difícil de todas.
Durante a execução desta respectiva prova, me senti extremamente pressionado pelo fato de que, exatamente no meio do período de duração do exame, muitos candidatos começaram a sair da sala, pois já haviam concluído. Naquele momento, no entanto, a minha situação era delicada: eu havia pulado diversas questões objetivas, por não saber ainda a resposta certa; e a questão dissertativa de 30 linhas ainda estava por fazer. Desespero!
Então, eu pensei comigo mesmo: “Não vai ter jeito, eu realmente exagerei em ter tentado todas essas provas de uma vez! Deveria ter focado apenas na 1º prova, e deixado para estudar as demais no próximo ano”. Então, a minha intenção naquele momento foi a de começar a chutar as alternativas, escrever a resposta subjetiva (redação) de qualquer jeito, e sair da sala, que se esvaziava a cada minuto. Chegou num ponto em que, de cerca de 40 pessoas, só restaram 6. Quem já fez provas dessa natureza, sabe o impacto psicológico, e a sensação de impotência, que isso causa no candidato! Porém, foi então que olhei para o lado – a sala vazia – e vi uma candidata sentada sobre as próprias pernas cruzadas (flor de Lótus), com os olhos fechados.
Vendo-a, calma daquele jeito, tipo meditando, eu meio que me acalmei e pensei: “Mano, que se foda! Eu Já saí de casa mesmo... Que diferença faz se eu gastar mais 2 horas aqui dentro? Vou fazer como essa menina e usar cada minuto que resta, pensando tranquilo, e tentar responder essas questões, nem que eu saia por último”.
Resumindo, eu realmente fui quase um dos últimos a sair. Dias depois, eis que sai o gabarito preliminar. Eu necessitava acertar no mínimo 15 questões, de 25. Porém, acertei apenas 14. Considerando o quão difícil era a prova, ter acertado 14 foi um milagre, eu pensei. Porém, ainda havia uma chance: uma das questões que eu errei poderia vir a ser anulada, o que me daria mais um ponto e eu seria aprovado. E, para a minha alegria, isso foi exatamente o que aconteceu!!! Recentemente, saíram os gabaritos oficiais e constava que uma questão fora anulada: para o meu espanto, foi justamente uma das que eu havia errado, o que me garantiu mais um mísero ponto. Fui aprovado! Não apenas nesta, como nas outras duas provas também.
Concluindo, se eu tivesse dado ouvidos ao meu cansaço, e à voz de desanimo que surgiu dentro de mim; vendo todos saindo da sala como se a prova tivesse sido “moleza”, muito provável eu não teria conseguido essa façanha! Então, como eu disse no título do relato: Nunca desista cedo demais. A vitória pode vir no minuto final!
(Moderação PS: desculpe-me, publiquei aqui no boteco, pois na área de “relatos” eu não encontrei opção de “inserir novo”).

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