10-01-2016, 12:25 AM
Estava olhando uns textos bem antigos meus e comecei a atualizar algumas definições e teorias. Segue um trecho de um texto onde defino o conceito de pseudo-idealização:
"Podemos dizer que a tal Matrix do amor romântico nada tem de romântico, além de seu sentido poético. Não se trata apenas de crença, mas uma insistência em um tipo específico de ilusões. Aqui, o termo "romântico" recebe um conteúdo auto-contraditório, indicando basicamente uma unilateralidade.
Para evitar confusões, é necessário esclarecer que a "Matrix do Amor Romântico" nada tem a ver com amor ou romantismo - e nem mesmo com o que conhecemos como "amor romântico" -, mas com o que podemos chamar de "pseudo-idealização": uma teimosia emocional quase imperceptível na crença de que uma pessoa é tudo aquilo que não é.
O conceito de "pseudo-idealização" pode ser definido como uma distorção da própria idealização, sendo uma contradição em si mesma, uma vez que a própria idealização é traída pelo indivíduo fragilizado, que passa a ter todos seus ideais inconscientemente transmutados numa idealização precipitada, com o objetivo de adequá-la a uma pessoa que seja o extremo oposto de sua verdadeira idealização.
Tal operação é motivada por uma necessidade extrema de auto-engano, sendo seu gatilho ativado por situações onde a pessoa se encontra presa a um relacionamento auto-destrutivo e que não consegue de sair devido a uma covardia emocional que a faz distorcer toda realidade sobre a outra pessoa por ser incapaz de aceitar o erro, uma vez que tal aceitação exige uma atitude."
(o original é tudo um parágrafo, mas separei aqui em 4 pra ficar mais agradável a leitura. preciso perder essa mania de ficar fazendo parágrafos gigantes)
"Podemos dizer que a tal Matrix do amor romântico nada tem de romântico, além de seu sentido poético. Não se trata apenas de crença, mas uma insistência em um tipo específico de ilusões. Aqui, o termo "romântico" recebe um conteúdo auto-contraditório, indicando basicamente uma unilateralidade.
Para evitar confusões, é necessário esclarecer que a "Matrix do Amor Romântico" nada tem a ver com amor ou romantismo - e nem mesmo com o que conhecemos como "amor romântico" -, mas com o que podemos chamar de "pseudo-idealização": uma teimosia emocional quase imperceptível na crença de que uma pessoa é tudo aquilo que não é.
O conceito de "pseudo-idealização" pode ser definido como uma distorção da própria idealização, sendo uma contradição em si mesma, uma vez que a própria idealização é traída pelo indivíduo fragilizado, que passa a ter todos seus ideais inconscientemente transmutados numa idealização precipitada, com o objetivo de adequá-la a uma pessoa que seja o extremo oposto de sua verdadeira idealização.
Tal operação é motivada por uma necessidade extrema de auto-engano, sendo seu gatilho ativado por situações onde a pessoa se encontra presa a um relacionamento auto-destrutivo e que não consegue de sair devido a uma covardia emocional que a faz distorcer toda realidade sobre a outra pessoa por ser incapaz de aceitar o erro, uma vez que tal aceitação exige uma atitude."
(o original é tudo um parágrafo, mas separei aqui em 4 pra ficar mais agradável a leitura. preciso perder essa mania de ficar fazendo parágrafos gigantes)

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Obrigado por ter comentado aqui. Só que é importante notar uma coisa: quando falo em pseudo-idealização e auto-engano, nesse texto, estou focando justamente numa tendência que a pessoa tem não tanto de ignorar os problemas da pessoa e do relacionamento, mas de relativizá-los, de forma a arrumar desculpas para que esses mesmos problemas sejam vistos não como problemas mas como coisas boas. 
